Em uma guerra cada segundo dura uma eternidade. (Pensador Tupiniquim)
Assim partiu minha tia, deixando três filhos, seis irmãs, seis irmãos, netos, sobrinhos e muitos amigos. Este é o momento onde a história deixa de ser escrita e vivida para ser... lembrada.
Ultimamente não tínhamos muito contato, mas minha tia preenche muitas de minha boas lembranças de infância. As poucas visitas que fizemos quando moravam em Foz do Iguaçu. O retorno à Maringá, em uma casa de esquina na Avenida dos Palmares, de madeira e com as paredes cinzas, que tinha um pé daquelas ameixinhas amarelas no fundo. A mudança para uma outra casa de esquina, agora na Avenida Sophia Rasgulaeff, no recém criado Conjunto Parigot de Souza. O Rex, um doberman que eu vi crescer, e que tinha um profundo "respeito" apenas pela minha tia.
Esses dois últimos endereços eram muito próximos de onde eu morava, então sempre estava na casa da minha tia para brincar com meus primos.
Dizem que relembrar passagens ruins ou difíceis é sofrer duas vezes. Pode ser que seja, mas relembrar também é reviver, revisitar um passado bom, alimentar a alma de momentos que merecem ser vividos novamente, mesmo que seja apenas na memória. Então vou guardar comigo esses momentos bons da infância com a minha tia e meus primos.
Qualquer que seja sua crença a morte é fim, talvez início, mas com toda certeza: mistério. Eu fico com a idéia de uma passagem, tanto para os que vão quanto para os que ficam. Para os que vão um novo início, uma nova página. Para os que ficam um momento de chorar, de refletir e de prosseguir.
Obrigado tia Ninha por essas lembranças.
Que o Pai receba sua filha de braços abertos e que crave em nossos corações a lembrança dos seus sorrisos e do seu carinho.

Minhas condolências à sua família. Que Deus conforte vossos corações!
ResponderExcluirValeu Ricardo...
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