A corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção dos seus princípios. (Barão de Montesquieu)
Diz o ditado popular que de boas intenções o inferno está cheio. Pois bem, todos já devem ter ouvido a expressão o “Fulano é bom” ou, conforme a região do país, “Fulano é um cabra bão, arretado”, ou ainda "Fulano é um santo", para designar políticos, desses que se perpetuam no poder às custas de dentaduras, cadeiras de rodas, óculos, ou até mesmo obras faraônicas de encher os olhos (e os bolsos). É a tal “cortesia com o chapéu alheio”, no caso meu, o seu, de todos nós contribuintes diretos ou indiretos do Estado Brasileiro.
Seria no mínimo ingênuo pensar que os nobres que se passam por samaritanos, adoçando o eleitor com mimos, favores e afins, o fazem com o único intuito de melhorar a vidas dos menos favorecidos. Essas “generosas” benevolências, de uma forma ou de outra, mais cedo ou mais tarde, serão cobradas na forma de contratos fraudulentos, nomeações de apadrinhados, funcionários fantasmas, confisco de parte dos salários dos nomeados e toda a sorte de invenções que nossas “altruístas” autoridades possam conceber.
Seria no mínimo ingênuo pensar que os nobres que se passam por samaritanos, adoçando o eleitor com mimos, favores e afins, o fazem com o único intuito de melhorar a vidas dos menos favorecidos. Essas “generosas” benevolências, de uma forma ou de outra, mais cedo ou mais tarde, serão cobradas na forma de contratos fraudulentos, nomeações de apadrinhados, funcionários fantasmas, confisco de parte dos salários dos nomeados e toda a sorte de invenções que nossas “altruístas” autoridades possam conceber.
Quando estava escrevendo este texto me veio a lembrança dos tempos em que eu estava nos primeiros anos da escola primária. Um sujeito, a cada eleição para vereador em minha cidade (Maringá-PR), sempre aparecia na escola com uma máquina de algodão-doce fazendo a alegria da criançada. Não por acaso o sujeito era candidato, o que vinha ser uma "mera coincidência". Numa dessas eleições ele resolveu ser mais contundente, alardeou para a molecada que a escola em que os alunos conseguissem convencer mais pais a votarem nele ganharia a tal máquina de algodão-doce. Vejam só a que ponto as coisas podem chegar, usar a ingenuidade de uma criança nessa sujeira. Se o tal sujeito fosse eleito teríamos no interior do Paraná o caso do algodão-doce mais caro da história.
A todo momento precisamos ficar com as “barbas de molho”, observando e analisando o comportamento e o desempenho dos nossos representantes. Sobretudo em um ano eleitoral é nossa obrigação fazer um balanço da vida pregressa dos postulantes aos cargos eletivos, filtrar e tentar colocar nas cadeiras do poder pessoas que realmente mereçam a honra e a responsabilidade de governar os rumos da Nação.
Pode parecer romântico, ingênuo ou até mesmo ilusório achar que algo mudará, mas não passa pela minha cabeça desistir. É certo que me enganarei com alguns, acertarei com outros, mas o segredo do sucesso é a constância do propósito. A política não é uma ciência exata e depende de cada cidadão zelar pelo seu País, fazendo a sua parte.
Por tudo isso eu confesso que não confio em homens bons, prefiro os honestos.
Por tudo isso eu confesso que não confio em homens bons, prefiro os honestos.

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