Páginas

sexta-feira, 15 de junho de 2012

A mudança depende de nós


Um boletim de voto tem mais força que um tiro de espingarda. (Abraham Lincoln)


Foto de uma urna eletrônica com a inscrição Nesta Máquina Você pode Escolher o seu Destino
Vamos adentrando mais um ano eleitoral e, vira e mexe, um certo assunto vem à tona: reeleição.

As opiniões são as mais variadas possíveis. Particularmente penso que é um dispositivo válido, mas como diz a sabedoria popular: a diferença entre remédito e veneno é a dose.

Pois bem, a reeleição em nosso país vem sendo usada, no meu ponto de vista, únicamente na tentativa de se manter o status quo. Ou seja, quem está dentro do poder faz de tudo para se manter dentro, e quem não está faz de tudo para entrar, para depois fazer de tudo para se manter dentro. Complicado, mas esse círculo vicioso parace ser a tônica do jogo político.
Porque essa perpetuação é tão perversa? Num resumo bem direto: mistura do público com o privado. E exemplos disso temos escancarados aos montes nas diversas mídias, envolvendo todos os partidos políticos e todos os poderes públicos nas mais diversas esferas.

Esse continuísmo acaba naturalmente facilitando uma fusão entre a entidade privada (sejam pessoas ou partidos) e a entidade pública (órgãos, ministérios, secretarias, estatais, etc). Este cruzamento de jacaré com cobra d'água só poderia resultar em uma coisa: corrupção.

Além do já batido tema da corrupção temos outra anomalia: a letargia. Pois é, esse parto só poderia produzir mesmo gêmeos. A acomodação no poder geralmente acaba produzindo aquele efeito popularmente conhecido como: empurrar com a barriga. Ou seja, porque resolver neste mandato o que pode ser usado como bandeira na eleição seguinte. Então temos aquelas obras que nunca saem, obras deixadas para última hora pelo dobro do preço e metade da qualidade, cortes de gastos no trinômio Saúde, Educação e Infraestrutura, e por aí vai. Estão aí, ou não estão como vocês preferirem, as obras para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas, só pra ficar no âmbito esportivo.

O fato é que dificilmente veremos nossos excelentíssimos reprentantes legislarem contra tal dispositivo. Assim restará a nós eleitores sermos os vetores da mudança com a arma mais poderosa da qual dispomos: nosso voto.


Se você considera que o seu prefeito fez um bom trabalho e que ele merece uma nova oportunidade, presenteie-o novamente com seu voto. Se o seu vereador realmente cumpriu seu papel, encaminhe-o novamente à Câmara. Mas pare por aí. Faça você mesmo o corte no continuísmo e na perpetuação de poder, não votando novamente para o mesmo cargo quem já teve, por duas vezes, a honra de representá-lo.

Tão importante quanto a retidão dos envolvidos, a gestão pública precisa de oxigênio, e esse oxigênio são pessoas novas (não estou me referindo aqui a idade) e com idéias novas. Além dos velhos, e mundialmente conhecidos, problemas da vida moderna, o mundo globalizado e o boom demográfico que estamos experimentando trazem novos desafios a cada dia. Podemos até comparar essa profusão de desafios com os vírus, que são os seres vivos com a maior capacidade de mutação genética conhecida.

Então pensem comigo: se os que estão aí há anos, décadas, não conseguiram resolver os velhos problemas, o que nos faz pensar que resolverão os novos?

Nenhum comentário:

Postar um comentário